sábado, 19 de novembro de 2016

Devaneios da Mila 35: Tempo de Nostalgia

A vida é essa roda gigante torturante: às vezes você tá em baixo e as vezes você está subindo, está em cima e às vezes você está em decadência. De algum modo já passamos por tudo isso e vamos continuar passando porque esta vida, meu caro, é um circulo, não tem como escapar. O que diferencia e torna mais leve é a família, os amigos, as viagens e os livros.

Daí recentemente meus amigos do terceiro ano do ensino médio cria um grupo e junta toda aquela galerinha que convivi diariamente por anos e vem aquela nostalgia: história engraçadas, histórias não tão engraçadas, lembranças, medos, inseguranças juvenis... Que saudade! Vamos voltar no tempo?

Daí começam aquelas conversas sérias: O que você faz da vida? Já casou? Tem quantos filhos? É nessa parte que me dá taquicardia, pois olho para todos e percebo: pqp, sou graduada, tenho especialização, mas ainda  não tenho um trabalho para chamar de meu (janeiro já  começa minha saga de buscar novo emprego), não sou casada (nem namorado tenho), não tenho filhos (mas tenho duas cachorras) e tirando alguns pares de calçados, roupinhas, alguns livros, uma cama e um computador eu não tenho mais nada. Céus!

Sinto-me frustrada, mas não consigo deixar meu otimismo do lado, pois sinto que no dia que eu deixar de sorrir ou perder minha esperancice na vida e nas pessoas eu vou deixar de sonhar e lutar por algo melhor. 

Eu sou feliz de diversas formas possíveis e sobretudo quando olho e vejo minha família, meus amigos, meus bichinhos de estimação e percebo que não é preciso muito para se sentir vibrante... para ter motivos para sorrir... basta, tão somente se sentir amada. E eu sou. 

Acho que o que é para ser meu ainda não encontrei, mas estou no caminho e isso é o mais importante, enquanto isso... vou viver estas recordações juvenis nesse grupo do Whats e tentar rir dessas pequenas comédias.

Mila Ferreira


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Hora de Abrir as portas


Eu só precisava deixar crescer o amor e deixar morrer essa dor
Precisava deixar alguém acalentar meu coração
Fazer uma massagem nas minhas costas
E colocar um sorriso no meu rosto...
Eu precisava deixar que tudo isso acontecesse,
Mas às vezes, o medo faz a gente fechar as portas e janelas de nosso coração...
Coragem!


Mila F.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Pessoa rara


Ele era o tipo de pessoa rara que exigia tudo no pouco, uma coisinha pequenininha com ele se tornava grandiosa e inexplicavelmente eterno. Era o tipo de cara que ao sorrir ficava com covinhas no cantinhos da boca. O tipo que ficava bonito até com um short de pijama rasgado.
O tipo que tinha braços que ao abraçar não apertavam, mas fortaleciam...
Tenho saudade dessa sensação gostosa que só você me passava, tenho saudade de um amor que me dê flores e não espinhos...

terça-feira, 10 de maio de 2016

Minha Pequenininha, minha Fadinha

Patinhas da Minha Fadinha
Fadinha Partiu para o céu dos cachorrinho dia 06/05/2016


Como esquecer? Não dá... Tudo faz eu lembrar da minha pequenininha... Já tinha falado dela AQUI no blog, feito uma declaração de amor e agora tive que me despedir do meu anjo de quatro patas e está sendo difícil... 

Sinto saudades o tempo todo:

* De quando ela me acordava chorando na porta do meu quarto querendo entrar para eu deixá-la dormir 5 minutinhos na minha cama.
* De quando eu chegava do trabalho (ou em casa) ela ia correndo na porta me receber.
* De quando eu estava lendo/estudando e ela ficava, ali, perto de mim (ao pé do sofá, debaixo da escrivaninha, ao meu lado na cama).
* De quando eu pegava o violão para tocar ela corria para perto (acho que ela gostava e me apoiava).
* De quando eu abria a porta do carro e ela pulava dentro se convidando para passear.
* De quando chegava de tardezinha e ela ficava no meu pé me fazendo lembrar que estava na hora do passeio/caminhada dela.
* De quando íamos comer algo e ela ficava ali perto espiando, pedindo
* De quando pegávamos os panos e a caminha dela e ela ficava com raiva e ciúmes (como se dissesse: Não peguem no que é meu!).
* De quando ela destruía as paredes de casa.
* De quando ela espalhava todo o lixo do banheiro na casa.
* De quando ela passava o narizinho gelado na gente e pedia carinho.
* De quando ela ficava do meu lado quando eu estava triste.
* De quando eu a chamava e ela vinha se arrastando porque não queria muito obedecer... 

São pequenas coisas, mas é incrível como esse pequeno ser fazia parte da minha vida cotidiana e a gente se adequava tão bem as necessidades uma da outra.

Todo mundo (que me conhece) sabia que eu falava dela o tempo inteiro como se fosse uma preciosidade (e era!), minha Fadinha era, de certo modo, uma extensão minha... 

Tá difícil, não tá fácil... Eu tive um amor tão bonito por ela que dói saber que não a tenho mais aqui... Que não terei mais histórias novas a serem contadas ... Que quando eu falar das peripécias dela só serão lembranças... 

Isso não é drama e não gosto de escutar frases do tipo "Que bobagem chorar por um animal", "Camila é só um cachorro, pior seria se fosse gente!", não concordo, não quero que ninguém passe por uma perda assim e não acho que rebaixar o ser animal em detrimento do humano sejam palavras de conforto... pois meu animal de estimação era mais do que um animal, era como um filho e muitas vezes me entendia melhor do que um ser humano.

Chega de pessoas que não entendem esse tipo de dor. 


Mila F.

terça-feira, 19 de abril de 2016

amor verdadeiro é aquele que se multiplica...


às vezes tudo o que precisamos é ficar sozinhos
outras vezes precisamos de alguém para conversar
talvez precisamos mais do que queremos de alguém para beber uma cerveja, tomar uma tequila e dar muitas risadas, os amigos servem para isso!
mas às vezes - mesmo querendo negar - precisamos é de alguém para dividir uma taça de vinho, ficar ao nosso lado e nos abraçar passando toda a força e a esperança do mundo.
precisamos de alguém para amar e de preferência que nos ame também.
querer um amor que nos ame também não é egoísmo, é ter consciência de que amar sozinho não é amor verdadeiro, amor verdadeiro é aquele que se multiplica.


Mila F.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Saudades


Para Meu Malvado Favorito, Mad. (in memoriam)

Dia nove eu perdi um amigo, ele se foi e ficou a dor e o vazio dentro de mim. 
Conheci ele no tempo do orkut e passava horas conversando com ele por MSN, trocando mensagens escritas e de áudio... a gente cantava um para o outro, falava besteira, tinha conversas sérias, compartilhávamos leituras e escritores favoritos.
Eu o chamava de Meu Malvado Favorito, por conta que tinha uma brincadeira bacana na comunidade da ACB (Agatha Christie Brasil) lá no orkut que era matar (e dizer como matava) ou deixar vivo a pessoa que comentava anteriormente, e quando eu comentava o Mad sempre ia lá e me matava, das mais variadas e terríveis formas. Só que era amor! Depois ele me chamava lá no bate-papo do MSN e brincava comigo que a gente ia se conhecer pessoalmente, que ele viria no Ceará, que íamos nos divertir. Ficávamos até duas, três horas da manhã conversando. Ah, Mad! Tô cheia de lágrimas aqui nos meus olhos.
Então... Eu aqui no Ceará conheci um dos melhores Paulistas que existiam: tive esse prazer, essa sorte, essa benção... Esse privilégio, porque você soube deixar sua marca em mim, viu?
Mad sempre me fez muito feliz, tinha uma energia, uma positividade contagiante. Tinha um dom: cativar rapidamente as pessoas. Fui cativada.
Quando eu soube que ele estava doente me doeu e eu pedi a Deus por sua saúde, mas não podia ser assim, o tempo do Mad conosco tinha acabado e Deus estava precisando dele (acredito nisso, preciso). Tento me conformar com o fato de que tenho mais um anjo da guarda olhando e cuidando de mim, mas que falta danada ele vai fazer aqui na terra.
Quero me lembrar do seu sorriso, das suas brincadeiras... 
Ainda não caiu a ficha... os dias ainda amanhecem cinzas, mas eu sei que ele só iria querer ver meu sorriso e não minhas lágrimas.

Cuida de mim Mad? Eu vou continuar amando você, amigo! Você sempre será Meu Malvado Favorito. Forever.

|Mila F.

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