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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Perder-se também é caminho*


* Clarice Lispector


Sonhei com uma estrada completamente nova e quando acordei, fiz a mala e resolvi segui-la. Eu precisava arriscar o que tinha para conquistar, justamente, aquilo que eu não tinha e que me fazia muita falta. O risco vale a pena, mesmo quando a gente sofre, porque a experiência fica, fica, fica pra nos fazer lembrar... Afinal é triste esquecer algumas coisas. Se a gente esquece tudo é porque não aprendeu nada...

Camila Márcia

"Eu caminho vivo no meu sonho estrelado."
-Victor Hugo-

domingo, 18 de março de 2012

Felicidade transbordante

Para as queridas:
Yres Ceres, 
Marianne,
Poliana, 
e Kris.


Ela tinha um jeito encantador de ser feliz. Sua felicidade era um copo transbordando. Era como um espelho: refletia.
Ela simplesmente encantava e cantava e dançava também... porque era completa... completamente feliz, sobretudo quando não tinha motivos aparentes para o ser.
Ela só não era feliz quando a deixavam triste e quando a magoavam, mas isso raramente acontecia porque ela não se deixava afetar, porque ela vivia no seu mundo cor-de-rosa-e-pêssego e era capaz de transportar todo o universo para ele também.
Por isso, justamente por isso, todo mundo queria ser amigo(a) dela. Porque Ela transbordava... felicidade, alegria, sorrisos e esperança.
E ao final de cada dia sempre rezava e pedia para o dia seguinte: Que seja doce, mesmo quando as coisas forem amargas, porque quando se carrega doçura dentro de si é sempre possível adoçar qualquer amargura.

|Camila Márcia

"As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos." (Clarice Lispector)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

... eu preciso voltar a sentir...


Ah, meu Deus, estou seca por dentro. 
As lágrimas estão entaladas dentro de mim e se recusam a cair - ou sou eu que se recusa deixá-las rolar? -. Um grito dorme na minha garganta. Tenho tanto medo de perder minha sensibilidade e delicadeza se eu me fechar para a dor. Porque eu sei que a gente precisa se doer um pouco pra ter certeza que ainda estamos vivos.
Eu que pedi pra dor passar, eu que rezei para não mais chorar percebo agora que tudo isso é necessário. Sentir é viver. Não sentir nada é morrer aos poucos... 
Senhor, eu preciso voltar a sentir. Preciso deixar as lágrimas sairem. Estou tão cansada de sufocá-las. 
As lágrimas não são um erro, erro é não chorar quando se tem vontade. 
Estou cansada de tentar ser corajosa e não chorar, pois percebo que a maior coragem do ser humano é mostrar suas fraquezas e suas dores... 
Deus, faça-me voltar a sentir! Sentir intensamente!

|Mila Ferreira

Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse pleno de tudo... (Clarice Lispector)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Há Momentos


Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

|Clarice Lispector

Ps.: Ao meu amigo Rafael Vieira que manifestou seu gosto por Clarice Lispector (diva), em especial por este poema. Saudades!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

- E daí? Eu adoro voar!


Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

|Clarice Lispector

sábado, 17 de dezembro de 2011

Que os problemas sejam barquinhos, balões e aviãozinhos...



Por vezes eu quis que meus problemas fossem um barquinho de papel para soltá-los ao mar e ficar observando eles navegarem um pouco e depois afundarem... 
Ou quem sabe se fossem um balão de gás e voassem sem destino até se perderem na imensidão do céu...
E, se por acaso, fossem um aviãozinho de papel e subissem ao céu bem na hora de uma rajada de vento e fossem levados para bem longe... 
Tudo o que eu mais queria era ver todo os problemas sairem de mim, explodirem, sumirem...
Porque estou realmente precisando de meiguice, carinho, amor... mas me parece que para ter essas delicadezas devemos ter consciência que elas vem com alguns problemas e dores... 
A vida não é um mar de rosas e se existisse mesmo um mar de rosas, com certeza, ele teria espinhos...
Vocês já viram quanto espinho tem em uma única rosa? Então tente imaginar também quantos haverá em um mar delas...
Que os problemas voem... naufraguem... resolvam-se. 
Mas me vem uma pontinha de medo de estar tão arraigada aos problemas a ponto de não permitir que eles saiam de mim... de já tê-los tornado parte de minha vida...
Meu Deus, que venha luz, carinho, amor e... se realmente é necessário ter problemas em minha vida, que venham novos problemas, estes que eu tenho já não me servem mais...


|Camila Márcia

"Libertar era uma palavra imensa, cheia de mistérios e dores." 
(Clarice Lispector)


Ps.: Amores, o Devaneios Fugazes, recebeu um selinho tão lindo do blog Donahh, da querida Dayane. Quero agradecê-la muitíssimo por ter lembrando carinhosamente deste blog. Este selinho tem algumas regrinhas, vamos à elas:
2. Dizer 4 coisas que gosto: (só 4?) ler, escrever, ficar na net, viajar.
3. Dizer 4 coisas que não gosto: cozinhar, quebrar a unha, coisas desarumadas, ser acordada de supetão.
*Vocês vão poder pegar/conferir este selinho na página Selos & Mimos, está cadastrado com a data: 17 de Dezembro de 2011. Obrigada!

sábado, 12 de novembro de 2011

Pensamentos-Astronautas-Voadores



Hoje acordei com vontade de escrever, mas me deparei com um questionamento: Escrever O Quê?...Não sei... Apenas quero escrever.
Sinto a coceira na ponta dos dedos, que é comum quando tenho ânsia de pegar um lápis para escrever. Sinto o TumTum do meu coração, que é comum quando não consigo controlar a vontade de escrever, mas... Não sinto os pensamentos....
Como escrever sem pensar?
Meus pensamentos estão escondidos numa nuvem de fumaça ou eles próprios se converteram em neblina... Não os vejo. Não os sinto...
Escrever o quê? O quê? O Quê?
Quem sabe... quem sabe...
E o que estou fazendo agora não é escrever? Escrevo a angústia de não pensar, a falta de ter pensamentos. Meus pensamentos transformados em vazio como se fizesse frio e eles tiveram que marchar para outro lugar, para se esconder, se proteger... 
Dizem que os pensamentos voam, os meus são pensamentos-astronautas-voadores...
Voam, pegam um foguete e vão para o espaço admirar as estrelas...
                                            ou simplesmente voam para se perderem no mar...
Se perderem no mar? Será que não é lá que eles conseguem se encontrar?

Oh, e essa vontade de escrever que não passa...

|Camila Márcia

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever."
[Clarice Lispector]

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Era a primeira vez que chorava...


Era a primeira vez que chorava, não sabia que tinha tanta água nos olhos. Chorava, assoava o nariz sem saber mais porque chorava. Não chorava por causa da vida que levava: porque, não tendo conhecido outros modos de viver, aceitara que com ela era "assim". Mas também creio que chorava porque, através da música, adivinhava talvez que havia outros modos de sentir, havia existências mais delicadas e até com um certo luxo de alma.

Clarice Lispector.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

(im)Possível



Ele:_Olhe, eu vou embora porque você é impossível!
Ela:_É que só sei ser impossível, não sei mais nada. Que é que eu faço para conseguir ser possível?

(Clarice Lispector in: A Hora da Estrela)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

...



_ Por que é que você me pede tanta aspirina? Não estou reclamando, embora isso custe dinheiro.
_ É para eu não me doer.
_ Como é que é? Hein? Você se dói?
_ Eu me dôo o tempo todo.
_ Aonde?
_ Dentro, não sei explicar.

(Clarice Lispector in: A Hora da estrela)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

...ser feia dói?


_ Me desculpe eu perguntar: ser feia dói?
_ Nunca pensei nisso, acho que dói um pouquinho. Mas eu lhe pergunto se você que é feia sente dor.

(Clarice Lispector in: A Hora da Estrela)


Ps.: Quem ainda não leu esse livro bem que poderia ler... é tão bom. Super indico!

domingo, 21 de agosto de 2011

Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada *

*Clarice Lispector


Quero compreender o que acontece com Sofia, ela está arrasada, mas carrega um sorriso no rosto como se não houvesse acontecido nada, como se seu coração não estivesse ferido.
Depois de um encontro malfadado na lanchonete entre Renato, sua namorada e ela, Sofia – se é que aquilo se pode chamar de encontro –, não havia mais visto o dono de seu coração e de seus pensamentos.
Recusava-se enfaticamente de vê-lo. Ela sabia, em seu intimo, que não suportaria e que não suportando, nada poderia fazer, porque nada poderia ser feito.
“Conforme-se”, não era isso que Igor tinha lhe aconselhado?! Ah, desde quando as pessoas escutam conselhos. As pessoas têm um trato mágico e peculiar para aprenderem a viver: quebrando a cara, adquirindo suas próprias experiências e tentando ensinar aos que não quebraram a cara ainda, o ‘caminho’’ certo para não quebrá-la. Tudo é um ciclo. Ninguém escuta ninguém. Ninguém vive a vida de ninguém, por mais que se intrometam na vida dos outros, não se pode viver a vida intrometida como se fosse sua. Você se mete, dá palpite e mais nada, absolutamente nada, pode fazer para mudar a vida do outro.
Anna e Igor, por mais que quisessem, nada podiam fazer para mudar a vida de Sofia, para fazê-la deixar de sofrer por Renato ou até mesmo fazê-la deixar de fingir que não estava sofrendo.
Negação da dor é uma fase pela qual todos os corações partidos e inconformados passam. É fato incontestável. Mas Sofia estava ficando descontroladamente chata ao tentar ser legal, porque exagerava na dose de alegria, ficava superficial e explicito que algo de muito errado estava acontecendo.
Anna vendo o ‘desespero de felicidade’ da amiga foi conversar com ela:
_Sofia você precisa assumir que não está bem.
_Como? Eu estou ótima, nunca estive melhor..._respondeu Sofia.
Anna segurou as mãos da amiga e disse:
_Eu te conheço tão bem... Sei quando esta alegre, quando está triste e quando está mentindo. Você está demasiadamente triste e está mentindo descaradamente para mim e o pior: para você mesma!
Sofia olhou a amiga, a máscara caia de seu rosto, seus olhos ficaram marejados de lágrimas:
_Anna... Eu não quero pensar nisso...
_E você tem conseguido ficar sem pensar?
_Não_assumiu_ tenho pensado o tempo todo. Tanto que se torna insuportável.
_Eu estou aqui Sofia, para te ajudar justamente com as coisas insuportáveis. Só quero que você me deixe ajudar. Sou tua amiga e estou do teu lado.
_Será justo te martirizar com minhas lágrimas?
_Estou aqui para ajudar a secá-las! Você não percebe que é isso o que os amigos fazem?
Anna e Sofia abraçadas. Sofia derramava lágrimas e Anna, com um lenço, enxugava-as. Entretanto este gesto significava bem mais que isso...

[Camila Márcia]



A necessidade em se mostrar feliz só destaca as tentativas de esconder o próprio desespero. (Lí Sant.)

sábado, 20 de agosto de 2011


Para que escrevo? E eu sei? Sei não. Sim, é verdade, às vezes também penso que eu não sou eu, pareço pertencer a uma galáxia longínqua de tão estranho que sou de mim. Sou eu? Espanto-me com o meu encontro.

(Clarice Lispector in: A Hora da Estrela)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Terríveis são as lágrimas que derramamos quando não conseguimos justificá-las.


Ela acordou sentindo um vazio enorme, o vazio era como rajadas de vento que vergastavam seus cabelos e sua face. Lágrimas desciam em pequenos filetes até o queixo e a única coisa que ela sabia era que não tinha ideia do por quê estava chorando.
De repente ela acordou com vontade de chorar, passou o dia querendo explodir, gritar e ficar sozinha, mas não conseguiu, seu dia foi uma total correria e enfim, chegada à noite, caminhando pelo parque ela só queria chorar. Chorar, sim, mesmo sem ter motivos aparentes. 
Pássaros adejavam ao longe e a atmosfera soturna a deixava triste e angustiada: precisava saber porque ansiou tanto por estas lágrimas durante o dia todo. Entretanto, por mais que tentasse vislumbrar um motivo não conseguia, mas repentinamente, ela descobriu o motivo das lágrimas: ela desejava chorar por todas as vezes que prendeu as lágrimas, desejava chorar por ter se mostrado forte quando na verdade tremia de medo. Ela chorava porque queria ser realmente quem era: frágil, corajosa, simplesmente Ela...

[Camila Márcia]



“Tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.” (Clarice Lispector)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Amélia, Amélia onde está o teu destino?


“Tudo bem, ele ainda é meu amigo”. Agora Amélia tentava se convencer de que ela só queria a amizade de Alex, mas não é todo mundo que tem a capacidade de argumentação e retórica o suficiente para convencer a si mesmo de uma mentira escabrosa.
Um chamado:
_Amélia?!
_Não enche_ gritou Amélia.
Catarina se aproximou. Ah! sua amiga era fabulosa, isso Amélia tinha que admitir.
_Chega dessa tristeza. Pode parar com isso?! _falou Catarina_ Você vai passar quanto tempo nessa nostalgia?
_Minha vida desmoronou você ainda não se deu conta? Eu larguei o Marcos para ficar com o Alex, o Alex me largou para ficar com a Maria e agora estou sozinha...
_Obrigada pela consideração_ assustou-se_ eu não significo nada para você?
_Catarina, você agora é tudo o que eu tenho... E eu te amo muito, mas no momento estou sem chão.
_Se você acha que está sem chão, não precisa olhar para o chão, só tome cuidado com a forma que pisa nele... Se você cair e cair e cair pode não ter mais como se levantar. Sabe Amélia, eu tenho um axioma, quer saber qual é? Começar de novo é sempre a melhor oportunidade para fazer tudo acontecer de forma diferente. E eu estou com você. Sempre estarei! Agora levanta, temos que dar um jeito em você, você está horrível!
_Amiga, o que seria de mim sem você?!
As duas se abraçaram. Amigos são para essas coisas... 
É tempo de começar de novo.
Amélia resista, Amélia viva!

[Camila Márcia]

“A salvação está no risco, sem o qual a vida não vale a pena!” (Clarice Lispector)

sábado, 22 de janeiro de 2011


“Hoje é sábado e é feito do mais puro ar, apenas ar. Falo-te como exercício profundo de mim. O que quero agora escrever? Quero alguma coisa tranqüila e sem modas. Alguma coisa como a lembrança de um monumento alto, que parece mais alto porque é uma lembrança.”

(Clarice Lispector)

domingo, 21 de novembro de 2010

Lá em baixo...


Jogar-se de um precipício deve proporcionar a mesma sensação de estar perdidamente apaixonado(a) por alguém que não lhe dá a mínima.
É como estar se jogando para alguém que não vai lhe segurar. É entregar algo para alguém que não vai lhe agradecer. Em suma, é jogar-se do precipício sabendo, conscientemente, que lá em baixo te espera o vazio e a solidão ou, na melhor das hipóteses, a morte!

[Camila Márcia]


"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite." (Clarisse Lispector)

"Por mais que a alma lide, não rompe a sua solidão, e caminha com ela, como formiga num deserto perdido." (Gustave Flaubert)

sábado, 13 de novembro de 2010

Tensão


A chuva cai lá fora, estou num lugar protegida e, no entanto, me sinto tão vulnerável. Tudo passa pela minha cabeça, muito embora, não saiba definir o que realmente me preocupa. Nem sempre sei dizer o que sinto e às vezes perco o controle de minha vida, não consigo distinguir qual direção seguir, já que todos os motivos que tinha para seguir algum rumo não fazem mais sentido.

O vazio e as desculpas me impedem de seguir a diante, o medo devora. Medo? Meus sentimentos se mostram como carcereiros do meu ser, e me impedem de dar um passo. Então, desesperadamente me pergunto: Quando você vai voltar? Você pode, por favor, trazer meu sorriso de volta? Não me deixe esperando eternamente... Tenho medo de seguir sozinha.

[Camila Márcia]
 

"E ninguém é eu, e ninguém é você. Esta é a solidão." (Clarice Lispector)

"Por mais que digamos, as recordações não povoam a nossa solidão; pelo contrário, aumentam-na." (Gustave Flaubert)

"A mais feliz das vidas é uma solidão atarefada." (Voltaire)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.

Autora: Clarice Lispector


Achei tão lindo o que Clarice escreveu que resolvi postar, ela é realmente uma mulher com uma sensibilidade estonteante.
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