terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Carta - Capítulo VIII

No dia seguinte, pela manhã, Eduardo foi visitar Alice no hospital. Depositou um beijo terno na face de Alice e os dois ficaram conversando por um tempo.
_ Fiquei preocupado com você Alice, gostaria de ter vindo ontem lhe ver, mas não pude _ falou Eduardo.
Alice percebeu algo de estranho no namorado, pois este evitava encará-la desde o momento em que entrou no quarto:
_ O que está acontecendo Edu? _ perguntou preocupada.
_ Não se aflija Alice, é que meus pais tem me pressionado_ informou ele _ mas não vamos falar sobre isso.
Mudaram de assunto. Por cerca de uma hora Eduardo permaneceu ao lado de Alice, depois se despediu dizendo que tinha que ir trabalhar, chegaria atrasado.
Beijaram-se e ele entregou a ela um envelope. Alice olhou-o curiosa e perguntou:
_ O que é isto?
_ Alice quero que você leia esta carta.
_ O que você tem para me dizer que não o passa fazer através de palavras? Por que tem que ser algo escrito?
_ Meu amor _ falou ele pausadamente _ tem coisas que um homem não consegue falar! _ beijando-a novamente acrescentou _ desculpe, mas tenho que ir agora.
Alice observou-o sair do quarto e trancar a porta, olhou para a carta que ele havia depositado em suas mãos e criando coragem abriu-a e leu o seguinte:
_________________________________
Meu amor,
Recordo-me com precisão o momento mágico em que lhe vi pela primeira vez, seus movimentos, seu sorriso, tudo em você me fez amá-la cada vez mais.
Não consigo compreender por que temos que passar por tantos problemas para ficarmos juntos! Queria poder passar a minha vida ao seu lado, pode parecer egoísta, mas queria você totalmente para mim, no entanto, eu não posso seguir te amando, tenho uma dívida com meus pais e eles não aceitam o nosso relacionamento.
Meus pais querem me mandar para fora do país. Alice, eu não queria ir, mas preciso, não posso ir contra aqueles que me geraram, que me amaram a vida inteira.
Sei que tudo isto te fará sofrer, eu sofrerei também. Porém, o que mais tem me machucado é a ideia de deixá-la sozinha após tê-la feito sair da casa dos seus tios.
Alice, eu sei que sou um covarde por não lutar pelo nosso amor, sei que você seria capaz de tudo para concretizá-lo, entretanto, eu não sou capaz de dar este desgosto para os meus pais: eles morreriam!
Imagino o que irá sentir, mas peço: por favor, compreenda-me.
Amo-te, mas antes de tomar esta decisão, eu pensei não só em meus pais, pensei em nós e percebi que nosso amor não é possível, que nunca poderíamos ser felizes tendo todos contra nós.
Agora esta decisão pode parecer descabida, terrível, mas após algum tempo e você refletir perceberá que foi para nosso bem.
Eu te Amo, e mesmo longe vou continuar te amando, mas quero lhe pedir que seja feliz, que encontre sua verdadeira felicidade e que não volte a se submeter as atrocidades de seus tios.
Eduardo.
________________________________
Ao terminar a carta Alice estava banhada em lágrimas e não entendia como Eduardo era capaz de fazê-la sofrer tanto. Estava perplexa.
_ O universo conspira contra o nosso amor... _ sussurrou.
Ela se levantou da cama e pegando o celular que Joana tinha deixado sobre uma mesa, ligou para a prima. Joana percebendo o desespero da prima perguntou:
_ Alice o que houve?
_ Jô é o Edu... ele vai me deixar, corre, vai falar com ele...
Em linhas gerais Alice informou Joana do acontecido:
_ Calma _ pediu Joana_ eu vou falar com ele, não se preocupe, vai dar tudo certo. Depois vou te visitar.
As duas desligaram, Alice retornou ao leito e chorou.

2 comentários:

  1. OIE!! MILLA. SEMPRE TE ENCONTRANDO.. ADOREI TUDO ISSO. AINDA NÃO LI TUDO, MAS VOU LER... BEIJOS

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  2. Olá!

    Através dos nossos blogs, falamos ao mundo e já não somos uma ilha e nossa voz se irradia para consciência coletiva de toda a humanidade. Não deixe de Ler matéria e ver fotos em meu blog de como utilizar a arte para criar uma consciência de preservação do patrimônio histórico material e imaterial. MANTER VIVA A MEMÓRIA É UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE, UM DIREITO HUMANO. Ainda de estar convidad@ para audiência pública, que se realizará sábado, dia 28/08/2010, nos Casarões da Barragem, onde houve o Campo de Concentração da Seca de 32, em Senador Pompeu, Ceará. Leia, veja, comente e divulgue:

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